quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

ORIGEM E HISTÓRIA DA UMBANDA.



ORIGEM E HISTÓRIA DA UMBANDA.
(Extraído do livro Umbanda Pé no Chão pelo Espírito Ramatís, psicografia de Noberto Peixoto)
O advento do caboclo das sete encruzilhadas (1)
1 - Nota do médium: O texto que se segue foi baseado em informações verídicas obtidas diretamente de fitas gravadas pela senhora Lilian Ribeiro, presidente da Tenda de Umbanda Luz, Esperança, Fraternidade (TULEF), que contêm os fatos históricos narrados, possíveis de serem escutados na voz de Zélio de Moraes, manifestado mediunicamente com o Caboclo das Sete Encruzilhadas. Em 2 de
novembro de 2005 visitamos dona Zilméia em sua residência, em Niterói, Rio de Janeiro, oportunidade em que também conhecemos dona Lygia Moraes, respectivamente filha e neta de Zélio, dando conhecimento a ambas do presente texto, do qual obtivemos a confirmação sobre sua autenticidade e permissão para divulgá-lo.
No final de 1908, Zélio Fernandino de Moraes, um jovem de 17 anos que se preparava para ingressar na carreira militar, começou a sofrer estranhos surtos, durante os quais se transfigurava totalmente, adotando a postura de um idoso, com sotaque diferente e tom manso, como se fosse
uma pessoa que tivesse vivido em outra época. Muitas vezes, assumia uma forma que mais parecia a de um felino lépido e desembaraçado que mostrava conhecer muitas coisas da natureza.
A família do rapaz, residente e conhecida na cidade de Neves, estado do Rio de Janeiro, ficou bastante assustada com esses acontecimentos, achando, a princípio, que o rapaz apresentava algum distúrbio mental repentino. Por isso, o encaminhou a um psiquiatra que, após examiná-lo
durante vários dias, sugeriu que o conduzissem a um padre, pois os sintomas apresentados não eram encontrados em nenhuma literatura médica.
O pai de Zélio, que era simpatizante do espiritismo e costumava ler livros espíritas, resolveu levá-lo a uma sessão na Federação Espírita de Niterói, presidida na época por José de Souza, em que o jovem foi convidado a ocupar um lugar à mesa. Então, tomado por uma força estranha alheia à sua vontade, e contrariando -as normas da casa que impediam o afastamento de qualquer dos componentes da mesa, ele levantou-se e disse: "Aqui está faltando uma flor". Em
seguida, saiu da sala, dirigiu-se ao jardim e retornou com uma flor nas mãos, que colocou no centro da mesa. Tal atitude causou um enorme tumulto entre os presentes.
Restabelecidos os trabalhos, manifestaram-se nos médiuns kardecistas entidades que se diziam pretos escravos e índios, ao que o dirigente da casa achou um absurdo. Então, os advertiu com aspereza, alegando "atraso espiritual", e convidou-os a se retirarem.
Após esse incidente, novamente uma força estranha tomou o jovem Zélio e, através dele, falou: "Por que repelem a presença desses espíritos, se nem sequer se dignaram a ouvir suas mensagens. É por causa de suas origens e de sua cor?".
Seguiu-se um diálogo acalorado. Os responsáveis pela sessão procuravam doutrinar e afastar o espírito desconhecido, que desenvolvia uma argumentação segura. Um médium vidente perguntou à entidade: "Por que o irmão fala nesses termos, pretendendo que a direção aceite a
manifestação de espíritos que, pelo grau cultural que tiveram quando encarnados, são claramente atrasados? Por que fala desse modo, se estou vendo que me dirijo a um jesuíta, cuja veste branca reflete uma aura de luz? Qual é o seu verdadeiro nome, irmão?".
O espírito desconhecido então respondeu: "Se querem um nome, que seja este: Caboclo das Sete Encruzilhadas, pois para mim não haverá caminhos fechados. O que você vê em mim são resquícios de uma encarnação em que fui o padre Gabriel Malagrida. Acusado de bruxaria, fui sacrificado na fogueira da Inquisição, em Lisboa, no ano de 1761. Mas, em minha última existência física, Deus me concedeu o privilégio de reencarnar como um caboclo brasileiro".
Prosseguindo, a entidade revelou a missão que trazia do Astral: "Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã (16 de novembro) estarei na casa de meu aparelho, às 20 horas, para dar início a um culto em que esses irmãos poderão transmitir suas mensagens e cumprir a missão que o plano espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve haver entre todos, encarnados e desencarnados".
O vidente retrucou com ironia: "Julga o irmão que alguém irá assistir a seu culto?". Ao que o espírito respondeu: "Cada colina da cidade de Niterói atuará como porta-voz, anunciando o culto que será iniciado amanhã".
Para finalizar, o caboclo completou: "Deus, em Sua infinita bondade, estabeleceu na morteo grande nivelador universal. Rico ou pobre, poderoso ou humilde, todos se tornam iguais perante o desenlace, mas vocês, homens preconceituosos, não contentes em estabelecer diferenças entre os
vivos, procuram levar essas diferenças além da barreira da morte. Por que não poderiam nos visitar esses humildes trabalhadores do Espaço, se, apesar de não terem tido destaque social na Terra,também trazem importantes mensagens do Além?".
No dia seguinte, na casa da família Moraes, na rua Floriano Peixoto, número 30, ao se aproximar a hora marcada, estavam reunidos os membros da Federação Espírita, os parentes mais próximos de Zélio, amigos e vizinhos, para comprovarem a veracidade do que fora declarado na
véspera, e, do lado de fora, uma multidão de desconhecidos.
Às 20 horas em ponto, manifestou-se o Caboclo das Sete Encruzilhadas, para declarar que naquele momento se iniciava um novo culto, em que os espíritos de velhos africanos escravos e de índios brasileiros, os quais não encontravam campo de atuação nos remanescentes das seitas negras, já deturpadas e dirigidas em sua totalidade para os trabalhos de feitiçaria, trabalhariam em benefício de seus irmãos encarnados, qualquer que fosse a cor, a raça, o credo e a condição social. A prática da caridade, no sentido do amor fraterno, seria a característica principal do culto que
teria por base o Evangelho de Jesus.
Desse modo, o caboclo estabeleceu as normas em que se processariam as sessões: os participantes estariam uniformizados de branco, o atendimento seria gratuito e diário. Deu também nome ao movimento religioso, que passou a se chamar "umbanda", uma manifestação do espírito para a caridade.
A casa de trabalhos espirituais que ora se fundava foi chamada de Nossa Senhora da Piedade, pois assim como Maria acolheu o filho nos braços, ali também seriam acolhidos como filhos todos os que necessitassem de ajuda ou de conforto. Ditadas as bases do culto, após responder em latim e alemão às perguntas dos sacerdotes presentes, o Caboclo das Sete Encruzilhadas passou à parte prática dos trabalhos: foi atender um paralítico, fazendo-o ficar totalmente curado, além de prestar socorro a outras pessoas presentes.
Nesse mesmo dia, Zélio incorporou um preto velho chamado Pai Antônio, aquele que, com fala mansa, foi confundido com uma manifestação de loucura de seu aparelho. Com palavras de muita sabedoria e humildade, e uma timidez aparente, recusava-se a sentar-se junto com os componentes da mesa, dizendo as seguintes palavras: "Nêgo num senta não, meu sinhô; nêgo fica aqui mesmo. Isso é coisa de sinhô branco, e nêgo deve arrespeitá".
Depois da insistência dos presentes, a entidade respondeu: "Num carece preocupá não. Nêgo fica no toco que é lugá di nego".
Assim, continuou dizendo outras palavras que demonstravam a sua humildade. Uma assistente perguntou se ele sentia falta de algo que havia deixado na Terra, ao que o preto velho respondeu: "Minha caximba. Nêgo qué o pito que deixou no toco. Manda mureque busca".
Tal afirmativa deixou a todos perplexos, pois presenciavam a solicitação do primeiro elemento de trabalho para a religião recém-fundada, pois foi Pai Antonio a primeira entidade a
solicitar uma guia, até hoje usada pelos membros da Tenda e carinhosamente chamada de "Guia de Pai Antonio".
No dia seguinte, uma verdadeira romaria formou-se na rua Floriano Peixoto. Enfermos, cegos e outros necessitados iam em busca de cura e ali a encontravam, em nome de Jesus.
Médiuns, cuja manifestação mediúnica fora considerada loucura, deixaram os sanatórios e deram provas de suas qualidades excepcionais. A partir daí, o Caboclo das Sete Encruzilhadas começou a trabalhar incessantemente para o esclarecimento, difusão e sedimentação da umbanda. Além de Pai Antônio, tinha como auxiliar o Caboclo Orixá Malé, entidade com grande experiência no desmanche de trabalhos de baixa magia.
Em 1918, o Caboclo das Sete Encruzilhadas recebeu ordens do Astral superior para fundar sete tendas para a propagação da umbanda. As agremiações ganharam os seguintes nomes: Tenda Espírita Nossa Senhora da Guia, Tenda Espírita Nossa Senhora da Conceição, Tenda Espírita Santa Bárbara, Tenda Espírita São Pedro, Tenda Espírita Oxalá, Tenda Espírita São Jorge e Tenda Espírita São Jerônimo. Enquanto Zélio estava encarnado, foram fundadas mais de 10 mil tendas, a
partir das mencionadas.
Embora não tivesse dado continuidade à carreira militar para a qual se preparara, pois sua missão mediúnica não o permitiu, Zélio Fernandino de Moraes nunca fez da religião sua profissão.
Trabalhava para o sustento da família, e diversas vezes contribuiu financeiramente para manter os templos que o Caboclo das Sete Encruzilhadas fundou, além das pessoas que se hospedavam em sua casa para os tratamentos espirituais, a qual, segundo dizem, mais parecia um albergue. Nunca aceitou ajuda monetária de ninguém; era ordem do seu guia-chefe, embora tivesse recebido inúmeras ofertas.
Ministros, industriais e militares que recorriam ao poder mediúnico de Zélio para a cura de parentes enfermos, vendo-os recuperados, procuravam retribuir o benefício com presentes, ou preenchendo cheques vultosos. "Não os aceite. Devolva-os!", ordenava sempre o caboclo.
O termo "espírita" foi utilizado nas tendas recém-fundadas porque naquela época não se podia registrar o nome "umbanda". Quanto aos nomes de santos, era uma maneira de estabelecer um ponto de referência para fiéis da religião católica que procuravam os préstimos da umbanda.
O ritual estabelecido pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas era bem simples: cânticos baixos e harmoniosos - sem utilizar atabaques e palmas -, vestimenta branca e proibição de sacrifícios de animais. Capacetes, espadas, cocares, vestimentas de cor, rendas e lamês não eram aceitos. As
guias usadas eram apenas as determinadas pela entidade que se manifestava. Os banhos de ervas, os amacis, a concentração nos ambientes vibratórios da natureza e o ensinamento doutrinário com base no Evangelho constituíam os principais elementos de preparação do médium.
Os atabaques começaram a ser usados com o passar do tempo por algumas das casas fundadas pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, mas a Tenda Nossa Senhora da Piedade não os utiliza em seu ritual até o dia de hoje.
Após 55 anos de atividades à frente da Tenda Nossa Senhora da Piedade, Zélio entregou a direção dos trabalhos às suas filhas Zélia e Zilméa, continuando a trabalhar junto com sua esposa Isabel, médium que incorporava o Caboclo Roxo, na Cabana de Pai Antônio, em Boca do Mato,
distrito de Cachoeiras de Macacu, no Rio de Janeiro, onde dedicou a maior parte das horas de seu dia ao atendimento de portadores de enfermidades psíquicas e a todos os que o procuravam.
Em 1971, a senhora Lilia Ribeiro, diretora da Tenda de Umbanda Luz, Esperança, Fraternidade (TULEF) gravou uma mensagem do Caboclo das Sete Encruzilhadas, que espelha
bem a humildade e o alto grau de evolução dessa entidade de luz:
A umbanda tem progredido e vai progredir ainda mais. É preciso haver sinceridade, honestidade. Eu previno sempre aos companheiros de muitos anos: a vil moeda vai prejudicar a umbanda; médiuns irão se vender e serão expulsos mais tarde, como Jesus expulsou os vendilhões do templo. O perigo do médium homem é a consulente mulher; do médium mulher, é o consulente homem. É preciso estar sempre de prevenção, porque os próprios obsessores que procuram atacar as nossas casas fazem com que toque alguma coisa no coração da mulher que fala ao pai de terreiro, como no coração do homem que fala à mãe de terreiro. É preciso haver muita moral para que a umbanda progrida, seja forte e coesa. Umbanda é humildade, amor e caridade - essa é a
nossa bandeira. Neste momento, meus irmãos, me rodeiam diversos espíritos que trabalham na umbanda do Brasil: caboclos de Oxossi, de Ogum, de Xangô. Eu, porém, sou da falange de Oxossi, meu pai, e não vim por acaso, trouxe uma ordem, uma missão. Meus irmãos, sede humildes, tende amor no coração, amor de irmão para irmão, porque vossas mediunidades ficarão


O NÚMERO 666 NA PROFECIA APOCALÍPTICA

O NÚMERO 666 NA PROFECIA APOCALÍPTICA
(Extraído do Mensagens do Astral pelo Espírito Ramatís, psicografia do médium Hercílio Maes)
PERGUNTA: Quais as vossas considerações sobre o número 666, que João Evangelista afirma ser o número da "Besta"?
RAMATÍS: (...) Extirpando-lhes os detalhes demasiadamente fantasista, há no Apocalipse de João significativo conteúdo lógico e sensato. O número 666, atribuído à famosa Besta, na era do Anticristo, significa o desregramento geral em todas as esferas da vida humana; é uma identificação de ordem sideral, um diapasão vibratório, uma "relação exotérica" que identifica gratificamente os acontecimentos em vias de realização por parte da direção superior. A grafia numeral 666 é apenas figura visível, mais perfeita para indetificar um perigoso estado espiritual coletivo, no plano físico. É um sinal pscofísico na humanidade, em que o plano sidéreo assinala a maturidade de um desregramento nefasto à ordem geral
O número 666 forma um binômio sidéreo; uma equação no cientificismo cósmico, que assinala o tempo em que sentimento perigoso das paixões já atinge todo o gênero humano. Vemo-nos na impossibilidade de fornecer-vos uma explicação absolutamente a contento da compreensão humana, porque isso requereria o conhecimento, da vossa parte, de muitas noções preliminares da ciência sideral, que são facilmente assimiáveis no plano dos desencarnados, ams dificultosamente compreensíveis aos submersos na reencarnação. É um número que se refere exclusivamente ao reinado da Besta e do Anticristo e tem ligação fundamental com o Apocalipse de João Evangelista. Embora tenham surgido, qual qual um surto epidêmico, antes e depois da destruição de Jerusalém, muitos outros apocalipses menores, tais como os hebraicos, os de Esdras, de Baruch e outros, a Besta, o Anticristo e o número 666 são colunas vertebrais das visões de João Evangelista, por qoe revelam o momento psicológico que estais vivendo atualmente.


O ESPÍRITO EMMANUEL ATRAVÉS DE CHICO XAVIER FALA SOBRE RAMATÍS E SUA OBRA MENSAGENS DO ASTRAL.

O ESPÍRITO EMMANUEL ATRAVÉS DE CHICO XAVIER FALA SOBRE RAMATÍS E SUA OBRA MENSAGENS DO ASTRAL.
Fonte: Revista Espírita Allan Kardec - nº 43
A mensagem abaixo reproduzida contém a íntegra de uma entevista realizada com o médium Francisco Cândido Xavier e seu Instrutor Espiritual chamado Emmanuel, recentemente publicada pela "Revista Espírita Allan Kardec", em sua edição de nº 43.
Logo que apareceram as primeiras publicações da "Conexão de Profecias*", de Ramatis (atualmente com o nome "Mensagens do Astral"), fomos a Pedro Leopoldo, a fim de ouvir a palavra autorizada de Emmanuel, através daquele aparelho maravilhoso que é Francisco Cândido Xavier. Isto, porque o que era dito pelo espirito de Ramatís, parecia-nos perfeitamente lógico. Mas, como constituía novidade, não queríamos aceitar de pronto algo que não passasse pelo crivo de várias manifestações mediúnicas, através de diversos aparelhos. *Obs. Hoje com o título Mensagens do Astral.
Desta forma, munidos do aparelho de gravação em fita, fomos atendidos gentilmente pelo médium, que respondeu às perguntas que fazíamos, repetindo as palavras da resposta, que eram ditadas por Emmanuel. A gravação foi feita no dia 5 de janeiro de 1954. Conservamos até hoje o rolo gravado em nosso poder.
- Que pode o irmão dizer-nos a respeito do astro que se avizinha, segundo a predição de Ramatís?
Chico Xavier: - Esclarece nosso orientador espiritual que o assunto alusivo à aproximação de um Planeta ou de Planetas, da zona - ou melhor da aura da Terra - deve, naturalmente, basear-se em estudos científicos, que possam saciar a curiosidade construtiva das novas gerações renascentes no mundo.
O problema, desse modo, envolve acurados exames, com a colaboração da ciência e da observação de nossos dias. Razão por que pede ele que não nos detenhamos na expressão física dos acontecimentos que se vizinham, para marcar maiores acontecimentos - acontecimentos esses de natureza espetacular - na transformação do plano em que estamos estagiando, no presente século.
Afirma nosso amigo que o progresso da óptica e das ciências matemáticas, serão portadoras, naturalmente, de ilações, conclusões da mais alta importância para os nossos destinos, no futuro próximo.
- Pode Emmanuel dizer-nos algo a respeito da verticalização do eixo da Terra e das transformações que esta sofrerá, segundo Ramatís?
Chico Xavier: - Afirma nosso Orientador espiritual que não podemos esquecer que a Terra, em sua constituição física, propriamente considerada, possui os seus grandes períodos de atividade e de repouso.
Cada período de atividade e cada período de repouso da MATÉRIA PLANETÁRIA, que hoje representa o alicerce de nossa morada temporária, pode ser calculado, cada um, em duzentos e sessenta mil (260.000) anos. Atravessando o período de repouso da matéria terrestre, a vida se reorganiza, enxameando de novo, nos vários departamentos do Planeta, representando, assim, novos caminhos para a evolução das almas.
Assim sendo, os GRANDES INSTRUTORES da Humanidade, nos PLANOS SUPERIORES, consideram que, desses 260.000 anos de atividade, 60 a 64 mil anos são empregados na reorganização dos pródomos da vida organizada.
Logo em seguida, surge o desenvolvimento das grandes raças que, como grandes quadros, enfeixam assuntos e serviços, que dizem respeito à evolução do espírito domiciliado na Terra.
Assim, depois desses 60 a 64 mil anos de reorganização de nossa Casa Planetária, temos sempre grandes transformações, de 28 em 28 mil anos.
Depois do período dos 64 mil anos, tivemos duas raças na Terra, cujos traços se perderam, por causa de seu primitivismo.
Logo em seguida, podemos considerar a grande raça Lemuriana, como portadora de urna inteligência algo mais avançada, detentora de valores mais altos, nos domínios do espírito.
Após a raça Lemuriana - em seguida aos 28.000 anos de trabalho lemuriano propriamente considerado - chegamos ao grande período da raça Atlântida, era outros 28.000 anos de grandes trabalhos, no qual a inteligência do mundo se elevou de maneira considerável.
Achamo-nos, agora, nos últimos períodos da grande raça Ariana.
Podemos considerar essas raças, como grandes ciclos de serviços, em que somos chamados de mil modos diferentes, em cada ano de nossa permanência na crosta do planeta, ou fora dela, ao aperfeiçoamento espiritual, que é o objetivo de nossas lutas, de nossos problemas, de nossas grandes questões, na esfera de relações, uns para com os outros.
Assim considerando, será mais significativo e mais acertado, para nós, venhamos a estudar a transformação atual da Terra sob um ponto de vida moral, para que o serviço espiritual, confiado às nossas mãos e aos nossos esforços, não se perca em considerações, que podem sofrer grandes alterações, grandes desvios; porque o serviço interpretativo da filosofia e da ciência está invariavelmente subordinado ao Pensamento Divino, cuja grandeza não podemos perscrutar.
Cabe-nos, então, sentir, e, mais ainda, reconhecer, que os fenômenos da vida moderna e as modificações que nosso "habitat" terreal vem apresentando nos indicam a vizinhança de atividades renovadoras, de considerável extensão.
Daí esse afluxo de revelações da vida extra-terrestre, incluindo sobre as cogitações dos homens; esses apelos reiterados, do mundo dos espíritos; essa manifestação ostensiva, daqueles que, supostamente mortos na Terra, são vivos na eternidade, companheiros dos homens em outras faixas vibratórias do campo em que a humanidade evolui.
Toda essa eclosão de notícias, de mensagens, de avisos da vida espiritual, devem significar para o homem, domiciliado na Terra do presente século, a urgência do aproveitamento das lições de JESUS. Elas devera ser apreciadas em si mesmas, e examinadas igualmente no exemplo e no ensinamento de todos aqueles que, em variados setores culturais, políticos e filosóficos do globo - lhe traduzem a vontade divina, que na essência é sempre a nossa jornada para o Supremo Bem.
(OBS.: Os termos da comunicação obtida em Curitiba (a "Conexão de Profecias", de Ramatís) são de admirável conteúdo para a nossa inteligência, de vez que, realmente, todos os fatos alusivos à evolução da Terra, e referentes a todos os eventos, que se relacionam com a nossa peregrinação para a vida mais alta, estão naturalmente planificados, por aqueles MINISTROS de Nosso Senhor JESUS CRISTO; os quais, de acordo com Ele, estabelecem programas de ação para a COLETIVIDADE PLANETÁRIA, de modo a facilitar-lhe os vôos para a divina ascensão.
Embora, porém, esta mensagem, por isso mesmo, seja digna de nosso melhor apreço, contudo, na experiência de companheiro mais velho, recomenda-nos nosso Orientador Espiritual (Emmanuel) um interesse mais efetivo, para a fixação de valores morais em nossa personalidade terrena, de conformidade com os padrões estabelecidos no Evangelho de nosso Divino Mestre. Porque, para nossa inteligência, os fenômenos renovadores da existência que nos cercam têm qualquer coisa de sensacional, de surpreendente, nosso coração de inclinar-se, humilde, diante da Majestade do Senhor, que nos concede tantas oportunidades de trabalho, em nós mesmos, a revelação dos grandes acontecimentos porvindouros; novo soerguimento íntimo, novo modo de ser, a fim de que estejamos realmente habilitados a enfrentar valorosamente as lutas que se avizinham de nós, e preparados para desfrutar a Nova Era que, qual bonança depois da tempestade, facilitará nossos círculos evolutivos.
Será, todavia, muito importante encarecer, que não devemos reclamar, do TERCEIRO MILÊNIO, uma transformação absolutamente radical, nos processos que caracterizam, por enquanto, a nossa vida terrestre.)
- Acha nosso irmão que a Mensagem de Ramatís deva ser divulgada com amplitude?
Chico Xavier: - Diz nosso Orientador que a Mensagem é de elevado teor... E todo trabalho organizado com o respeito, com o carinho e com a dignidade, dentro dos quais essa Mensagem se apresenta, merece a nossa mais ampla consideração, de vez que todos nós, em todos os setores, somos estudiosos, que devemos permutar as nossas experiências e as nossas conclusões para a assimilação do progresso, com mais facilidade em favor de nós mesmos.
Revista Boa Vontade, Ano 1, n0 4 - Outubro de 1956


666 A BESTA DO APOCALIPSE



666 A BESTA DO APOCALIPSE
(Extraído do Mensagens do Astral pelo Espírito Ramatís psicografado pelo médium Hercilio Maes)
À medida que decorre o século atual, vem crescendo a atmosfera provocadora da vibração global degradante, que o número 666 identifica em grafia humana. Reparai que as paixões recrudescem e se multiplicam dia a dia, sob um misterioso impulso de dentro para fora; há um como que detonador invisível, que baixa as vibrações costumeiras e subjuga os invigilantes e os anticrísticos, agrupando-os num estado muito aproximado do homem das cavernas. O magnetismo grosseiro avoluma-se na Terra e superexcita o vosso psiquismo, tentando apossar-se do comando tradicional da consciência espiritual superior. Provindo de uma fonte interior, torna-se afim com a maioria da humanidade, que então se sente bem na degradação e se identifica pela sua escória psíquica.
Sob esse clima fluídico viscoso e profundamente subversivo, muitos seres parecem revitalizar-se e se atiram decididamente a todas as degradações e prazeres viciosos da carne, atendendo docilmente a esse magnetismo estranho. Mas, enquanto a maioria se degrada voluptuosamente, sobrevive uma minoria crística e inteligente, que se serve de suas energias salvador as e vigorosas, para transformá-las em força criadora, construtiva e protecional, aproveitando-a em favor do próximo e sublimando-a para o serviço exclusivo do Cristo! Esses são os "poucos escolhidos" entre os "muitos chamados", que sobre a energia telúrica do vosso mundo fazem florescer as rosas, enquanto os imprudentes só colhem a cicuta!
Sob aparente coincidência - que os estudiosos do hermetismo já descobriram - a órbita do astro intruso, cuja aproximação já vos predissemos, revela o significativo número da Besta, ou seja, 6.666 anos-Terra para um circuito completo em torno do seu núcleo, que faz parte de outro sistema. O fatídico número 666 está representado nesse astro higienizador, que deverá proporcionar o clima psicológico para a definitiva seleção espiritual da humanidade e profilaxia do vosso orbe, na trama do "juízo final". É um planeta cuja missão cabalística o torna um "detonador" da atmosfera da Besta e do Anticristo, prevista com sagacidade por João Evangelista, quando adverte (capítulo 13:18): "Aqui há sabedoria; quem tem inteligência calcule o número da Besta, porque é número de homem; e o número dela é seiscentos e sessenta e seis".


ESTUDOS DOS LIVROS FLORES DO ORIENTE

Namastê... Domingo às 17h estaremos em nossa Fraternidade da Cruz e do Triângulo-Fortaleza-CE, iniciando o estudo do Livro AS FLORES DO ORIENTE, pelo Espírito Ramatís/Psicografia do médium Marcio Godinho. O estudo visa a nos proporcionar uma visão maior a respeito do Terceiro Milênio, Ramatís também nos ventila suas orientações para que possamos com o nosso desempenho engajar-nos na Era de Aquário. Ramatís também nesta maravilhosa obra mediúnica tratará de abordar sobre Atlântida e os seu habitantes.
O nossos estudos é aberto e gratuito a todos que desejam conosco ampliar seus conhecimentos e seus desenvolvimentos morais/espirituais. Segue roteiro dos estudos que será em perguntas e respostas:
As Flores Do Oriente
CAP 1: Boas novas para o Terceiro Milênio.
CAP 2 : Cremação, duplo etéreo, comportamento humano.
CAP 3: A consciência comportamental.
CAP 4: A sexualidade e a sensualidade e influências no comportamento humano.
CAP 5: Energia cósmica, sua cromaticidade e a aglutinação através do poder evolutivo.



RESSURREIÇÃO

RESSURREIÇÃO
(texto extraído do livro O Evangelho à Luz Do Cosmo pelo Espírito Ramatís, pela psicografia de Hercílio Maes)
Há alguma diferença vocabular, pois os judeus, através de seus dogmas seculares, consideravam a ressurreição o fato de a alma retornar ao mundo físico, mas podendo recompor o seu antigo corpo carnal, embora usado e desintegrado pela fauna e flora das sepulturas. Mas esse dogma, na época, não era muito bem esclarecido ou entendido pelos próprios judeus, pois eles não sabiam defini-lo com a precisão lógica de um acontecimento comum ou racional.
Tudo era vago e sujeito a muitas interpretações, uma vez que o baseavam emoções incompletas e incertas. Os judeus não tinham um conhecimento claro e exato de como a alma se ligava ao corpo físico, tal qual hoje ainda acontece com os católicos. Eles ainda se conformavam, ingenuamente, com a resposta dogmatica dos seus sacerdotes, que alegavam a tratar-se de um "mistério" proibi por jeová. Não conseguiam precisar e nem conciliar bem, quanto ao fato ou à possibilidade de a alma já ter vivido noutros corpos em vidas anteriores. No entanto, aceitavam submissos, a ideia de que a alma poderia ressuscitar no dia d Juízo Final e recompor seu velho corpo, já "falecido" e desintegrado no túmulo. Admitiam a insensata possibilidade de reaverem os mesmos átomos e moléculas dos cadáveres, já dispersos nos ambientes fúnebres dos sepulcros e ressuscitaram em um organismo sadio e eficiente. Algumas vezes, eles desconfiavam que seria bem mais fácil a alma reencarnar-se em novos corpos físicos, fruto de novas procriações gerada no ventre feminino. No entanto, comumente misturavam essas concepções mais lógicas de um renascimento carnal, com a mesma possibilidade insensata de a alma ressuscitar no túmulo e capaz de recompor o seu organismo desaparecido nas entranhas do solo.
Em consequência, a ressurreição divulgada pela Igreja Católica em nada se assemelha à ressurreição admitida e endossada pelas doutrinas reecarnacionistas. Sem dúvida, o bom senso opõe-se a aberração debaixo alma construir novamente seu antigo corpo carnal e utilizar o mesmo material orgânico já dissolvido e incorporado pela assimilação biológica a outros organismos de vegetais, animais e do produto do homem. É profundamente insensato materializar quem já está "morto" para sacrificar-se os que ainda então "vivos". Seria, aliás, interessante e algo excêntrico, certo espírito em conflito com outro companheiro, por causa da posse de um átomo de carbono, da própriedade anterior de um e pilhado por outro.
A doutrina da reencarnação é uma concepção lógica, porque não existe a desintegração das formas vivas para se construir e reviver as formas mortas. Mas é o nosso espírito, que compõe e comanda, sucessivamente, novos corpos gerados da fonte inesgotável das substâncias vivas, através da gestação normal nos ventres femininos. Enquanto o Catolicismo ainda admite a ressurreição no famigerado Juízo Final, o a ingênua concepção judaica, que subtende o retorno a vida material já extinta, com os próprios elementos ou unidades dispersas, a reencarnação compreende a possibilidade racional do espírito retornar à vida corpórea, mas sem violentar ou derrogar as leis coerentes da Criação.


POR VENTURA OS PRINCÍPIOS SIMPLES DO ESPIRITISMO CONSEGUIRIAM INFLUENCIAR OS BUDISMO RELIGIOSO?



POR VENTURA OS PRINCÍPIOS SIMPLES DO ESPIRITISMO CONSEGUIRIAM INFLUENCIAR OS BUDISMO RELIGIOSO?
(texto extraído do livro A Missão do Espiritismo pelo Espírito Ramatís, e pela mediunidade de Hercílio Maes)
Seria bem mais fácil o budista abandonar a pompa e o temor da classe sacerdotal para devotar-se ao espiritismo com ardor e sinceridade, por já cultua e conhece tanto a Lei do Karma como a Reencarnação, ao passo que o católico e o protestante são profundamente averssos a tais postulados.
Não obstante a diferença e o condicionamento de raças, climas, preconceitos e costumes, em todas as latitudes geográficas é sempre a mesma camada de espíritos apropriada a escola educativa terrena. Em verdade, em todas os povos ou raças, há tipos espirituais de graduação e sentimentos semelhantes.
Tanto no Oriente como no Ocidente, as religiões tiveram o seu início nos temas mais simples e puro, mas à medida que sucediam os anos e os séculos, elas foram perdendo as suas simplicidade iniciáticas sufocada pelas superstições, temores, liturgias, sistemas eclesiásticos e fanatismo sectaristas. Assim como o catolicismo, com a pompa e o poder de sua organização sacerdotal, interfere na política de varios países, o budismo de hoje também sacrificou a pureza e simplicidade dos ensinamentos pregados por Buddha à luz das estrelas, entre as veredas sombreadas das matas ou à porta das hospodarias.
Deste modo, no seio do budismo também se mostram insatisfeitos milhares de budistas, cujo amadurecimento espiritual os torna mais conscientes da realidade da vida superior. Alguns são também religiosos tradicionalistas, por questão de família, de tolerância ou situações políticas, mas na intimidade a alma já perderam a fé nos postulados consagrados pelo mundo exterior, mas varios de força angelicas do inigualável Buddha. São adeptos que vibrariam mais facilmente com o espiritismo do que os próprios devotos católicos, protestantes e de outra seitas religiosas do Ocidente. Quando doutrina espirita a chegar-se a eles cavando a crosta das inutilidades pomposas e dogmas atrofiantes do budismo, ser-lhe - á fácil aceitar e professar uma doutrina ocidental de profunda semelhança com as raízes fundamentais da Lei do Karma e da Reencarnação dos ensinos budistas. Ademais, devotar-se-ão, satisfeito a disciplina lógica e sensata de comunicação com os mortos sem a proverbial obstrução de superstições e temores que transformam parentes falecidos em seres irreais e moradores de um mundo caricato.